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Empregos com carteira assinada caem pela metade...

Empregos com carteira assinada caem pela metade de 2011 para 2012.


atualizado | 11-10-2013 | 14:51:51 | JornaldoSurdo



 

A geração de empregos com carteira assinada caiu pela metade de 2011 para 2012. No ano passado, foram registrados cerca de 1,1 milhão de postos de trabalho -com carteira assinada ou no serviço público. Em 2011, foram aproximadamente 2,2 milhões. O resultado de 2012 foi ainda pior se comparado ao de 2010, quando foram criados 2,8 milhões de empregos.

Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2012, divulgada nesta sexta-feira (11) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Em 2012, o emprego formal com carteira assinada teve crescimento de 3,46%, com a criação de 1,3 milhão de postos. No serviço público, sob o regime estatutário, houve queda de 1,76% dos vínculos empregatícios, com o fechamento de mais de 152 mil postos.

Para a pasta, o fechamento de postos no serviço público se deve ao declínio de contratações de servidores não efetivos, ao desaquecimento do mercado de trabalho e à dinâmica eleitoral, especialmente na administração pública municipal.

Ministério fala em baixas taxas de desemprego

O ministério destacou que, apesar da perda de dinamismo na criação de postos de trabalho formais, indicada pelo levantamento de 2012, houve a manutenção das baixas taxas de desemprego. No ano passado, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego atingiu 5,5% -o menor índice anual da série histórica, que começou em 2002.

Em 2012, a taxa de crescimento do emprego foi maior do que a do Produto Interno Bruto (PIB), assim como foi verificado em 2011.

No ano passado, o PIB registrou crescimento de 0,9%, enquanto os postos de trabalho formais aumentaram 2,48% – o que, de acordo com o Ministério do Trabalho, é "amplamente favorável". Em 2011, o PIB cresceu 2,7% e o emprego, 5,09%.

A Rais é um registro das declarações anuais e obrigatórias de todos os estabelecimentos existentes no país. Gerenciados pelo Ministério de Trabalho e Emprego, os dados são as principais fontes de informações sobre o mercado de trabalho formal brasileiro, sendo usados pelo governo na elaboração de políticas públicas.


Com Agência Brasil